Sonho Alterosa é uma investigação cênico-científica-performa tiva-transviada-bizarra borrada pelo tensionamento que emerge do encontro de dois universos: a ambiência dos contos de fada e a resistência da bicha efeminada. O projeto teve início em junho de 2013 como parte integrante da pesquisa de doutorado do artista pesquisador Caio Riscado.
terça-feira, 30 de junho de 2015
colorido venceu
segunda-feira, 29 de junho de 2015
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Xoxotaço Copi
caminho
(des)caminho
rastro
mancho o chão
com o sangue
ausente
crio trajetória
traço
desenho
rabisco
você
quer papá?
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xoxotaço
aproveitou o ônibus lotado para roçar o pau no meu ombro. foi bom.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Exercício de roteiro.
Possibilidades de Roteiro:
- prólogo: Xuxa em vídeo (txt: sou eu tia, maria da graça...);
- transição de luz para cena;
- txt alterosa + partitura alterosa repaginada + primeiro strip-tease;
- célula coreográfica princesas, primeira parte, uma ou duas máscaras;
- música: milkshake com glitter;
- txt sonhado antes.
- prólogo: Xuxa em vídeo (txt: sou eu tia, maria da graça...);
- transição de luz para cena;
- txt alterosa + partitura alterosa repaginada + primeiro strip-tease;
- célula coreográfica princesas, primeira parte, uma ou duas máscaras;
- música: milkshake com glitter;
- txt sonhado antes.
Sonhado antes.
aí foi quando eu descobri que esse sonho não era meu. quer dizer, quando eu descobri que ele não era só meu. ou melhor, que ele já havia sido sonhado antes, formulado antes, formatado e construído. ele, o sonho, era então um apanhado de projetos, um rede perversa de significados congelados, de sentidos possuídos e formas pré-determinadas. o sonho não era meu e nem seu. ele só poderia ser nosso se o aceitássemos por completo. aí foi quando eu descobri que o sonho era um produto, um objeto de desejo criado pelo mercado, uma plataforma de produção de subjetividade controlada, um cárcere privado. sonhar não tinha mais graça, não tinha mais cor pois não tinha ruído. tudo no sonho era programado, calculado. a fantasia não era minha mas pensada intencionalmente para mim. sua dose onírica só tinha bolhinhas no primeiro gole. depois, a sensação era de ressaca: boca seca, olhos marejados, corpo cansado. do convite para o baile ao beijo final, tudo trapaça, armação, esquema. o sonho era um arquivo fechado, uma falsa promessa de futuro, golpe dos brabos. foi aí que eu também percebi que era preciso sonhar menor para poder sonhar o possível.
- sua majestade, o sonho!
- cortem-lhe a cabeça!
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