Ser bicha é ser enquadrado, no inciso C, do parágrafo terceiro, do artigo 24, da lei de segurança internacional, seco e de muito calor. É ter medo à flor da pele, é ter a língua ferida, a boca rubra, o beijo fácil, mas vamos ver se o tempo continua assim o amor saindo pelos poros. Ser bicha é um estado de espírito, a expectativa é de mais um dia muito quente e bastante seco em boa parte do Brasil de choque, de sítio, de graça. Como o artista pinta seu quadro, já que não temos previsão de chuva pois a massa de ar seco continua estagnada no país como a luz que filtra a janela do quarto, a lua bojuda no céu. Ser bicha: ser inspecionado, é ter revirado o passado e investigado o medo – subindo os termômetros devem chegar a marcar o cheiro saudoso dos primeiros tempos no extremo norte do país. É a polícia, acesa e trêmula no encalço do baitola amedrontado, claro índice de pouca humidade/humanidade no ar. Ser bicha é ser metade gente, a outra metade - o povo, gargalha garganta a dentro no litoral nordestino, ri e galhofeiro. A boa notícia pro no final de semana É Ter parte com o demônio, aprendiz de feiticeiro. É estar entre, no meio, ser meta-de Outros homens quando o calor dá uma amenizada e poderemos ter algumas pancadas de chuva aqui no Rio de Janeiro.
Paulo Augusto + interferências.
Nenhum comentário:
Postar um comentário