Caioooo, tive que correr de lá pra sair correndo pela rua livre, tirando a roupa e me pintando num sonho rosa! Mentira! Mas sai correndo pq tinha que tirar dinheiro mesmo antes que desse as dez badaladas da noite. Enfim, queria te dar um beijo, um abraço, uma palavra viva ao vivo de que tudo o que vi não foi sonho, mas uma realidade bem construída, corajosa, delicada, convidativa à liberdade de ser. Fiquei muito feliz de sair de casa sem saber onde era o Reduto, pegando táxi, ônibus e andando trechos a pé na chuva (moro em São Cristóvão, aff de locomoção) para ver algo que realmente vale muito a pena. Já sabia que ia ser assim, vindo de você e da trupe miúda, que é gigante. Pouco saio de casa para ver teatro, não consigo quase nada. Mas ontem não vi teatro, vi vida, vi viada, vi muita vontade de mensagem, imagem, política, alumbramento. Me encantou você ter pintado de rosa (essa cor tão agradável que expande as pupilas quando somos espectadores do teu sonho) a cena carioca que anda tão cinza. Entrei no banheiro das projeções e vi lá o desenho de Mayara Rainha e você no strip das calcinhas! Fiquei feliz! Aquela música da bicha que suja a rua de sangue foi um tiro certo, muito certeiro, na mosca da realidade, da hipocrisia, da chatice do mundo: que transmute algo no mundo, no poder da voz que ecoa.
Querido, feliz demais que você tenha dado esse salto do alto da torre mais alta do castelo da Disney! Bj
- Marcelo Asth
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